21/2/13
Augusto de Campos, Pluvial (1959)
Esse poema foi um dos mais interessantes do semestre até agora. Sabia que a forma de um poema podia transmitir uma certo porção do sentimento ou como discutimos na aula, "nomear coisas difíceis de nomear." Mas na poesia concreta, a maioria da mensagem se transfere pela forma. Foi exatamente isso que gostei, essa união das palavras e forma que tem um efeito sinérgico e acaba criando uma forma de arte mais potente.
Outra coisa que achei interessante é como o poeta arranjou as palavras do poema para evocar a imagem da palavra. O "Pluvial" corre verticalmente assim como a chuva. Essa contínua, indo para baixo até transforma-se no fluvial que corre mais horizontalmente como um rio que é indicada pela definição. Quando percebi essa ligação entre a forma e palavras consegui muito melhor entender o que Augusto de Campos estava tentando fazer com "Pluvial". Por que todos os poemas não têm essa ajudinha visual da poesia concreta?
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